15 de novembro de 2008

SEGUNDA EDIÇÃO


Extritamente no formato virtual dessa vez, a Go segue sua saga e pelo menos por enquanto, as edições da revista serão lançadas nesse formato.

Por um lado é bom, pois você que está lendo aqui agora não precisa pagar nada e não tem trabalho nenhum para ter acesso ao conteúdo e às informações das edições.
Do outro lado, perde-se o corpo físico da idéia, algo que eu pessoalmente prezo, mas, acabo não vendo tantos pontos negativos assim.

De um modo ou de outro, aí esta, e falando sobre isso, temos:

DIÁRIO DE IDÉIAS - Vinicius Grochim
Com um texto que vai desde a Internet até os tapas que de tempos em tempos tomamos da vida.

FOTOGRAFIA - Mauricio Santana
Cliques da exposição do Mauricio Santana.

ARTE - Tattoo
Matéria feita por Fellipe "Soneca" sobre um dos elementos mais presentes no universo alternativo.

COMEBACK KID - Entrevista
Os canadenses já vieram para o Brasil, e arregaçaram tudo! Confira a entrevista feita com o Comeback Kid antes dos shows.

DANDO LIGA - Skate, Rasta e Jazz
André Valeiras mais uma vez mandando bala. Conteúdo especial que mostra as "perigosas" ligações entre artistas, estilos e meios.

SKATE - Voando Alto, Pic Cipolla, Dinossauros do Skate
O skate atinge patamares cada vez mais altos e mais promissores, aonde tudo isso vai parar? Fernando Faísca, editor/redator do blog skateemfoco fala sobre isso e muito mais.
Tem também entrevista com o Pic, local do Parque da Juventude (ex-carandirú) - São Paulo/SP e uma matéria brilhante com os old schools da famosa pista de São Bernardo do Campo.

RESENHAS - Metallica e Story Of The Year
Death Magnetic e The Black Swan

POESIA - Samuel Malentacchi
Para fechar com chave de ouro, Samuel M. e suas palavras.

9 de novembro de 2008

ENTREVISTA: COMEBACK KID

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Em Novembro eles saem do Canadá e aterrisam em terras brazucas para mostrar que a nova escola do hardcore é tão nervosa quanto deveria ser.

Confira agora uma entrevista inédita com o Comeback Kid.
Tradução por Camilla de Sousa



Go - Queria dizer que tenho duas imensas felicidades agora: Uma delas é poder entrevistar vocês, e a outra é saber que em breve veremos finalmente o Comeback Kid no Brasil. O que vocês esperam dos shows que farão aqui?

Andrew: Eu só estive no Brasil uma vez, com minha velha banda Figure Four. Desde então, eu sempre falo que se eu pudesse voltar pra um lugar no mundo seria o Brasil. Vocês tem um país interessante e legal, e há um espírito incrível no Brasil que eu acho inspirador. A gente tem ouvido ótimas coisas sobre hardcore no Brasil, então estamos esperando por shows insanos e grandes festas! Eu também estou esperando por algum churrasco! Mas temos alguns vegetarianos na banda então nem todos vão poder apreciar isso.




Go - E nós brasileiros? O que devemos esperar dos shows?

Andrew: Nós provavelmente estaremos tão empolgados por tocar que vamos ficar pulando nas paredes igual macacos. Eu estarei gritando minhas tripas pra fora e provavelmente suando montões!



Go - Na verdade o Andrew e o Jeremy já tocaram no Brasil com o Figure Four. Como foram esses shows?

Andrew: Os shows foram legais. Alguns bons, alguns ruins. A tour teve muitas dificuldades e tinha alguns mal entendidos sobre algumas coisas que estavam acontecendo durante a turnê. Nós aprendemos muito naquela tour, e eu acho que isso colocou a gente em uma posição bem melhor para voltar dessa vez. No entanto, a gente tocou em alguns ótimos shows e festivais pelo caminho, e conhecemos alguns bons amigos. (que eu não consigo entrar em contato hoje em dia!)










Go - É sempre bom sabermos e falarmos sobre o meio que nos cerca. Falem um pouco sobre o Canadá em geral.

Andrew: Canadá é um País gelado (obviamente). O legal do Canadá é (igual o Brasil) que ele é enorme... então você pode encontrar muitas variedades (particularidades) em todas as cidades. Seria difícil de generalizar o Canadá em poucas palavras. As pessoas gostam de comparar o Canadá com a Austrália. Não muito o clima, mas a atitude descontraída na maioria das pessoas. No entanto você continua tendo a usual atitude ignorante como em muitos outros países. O Canadá é muito influenciado por nossos vizinhos Americanos do Sul.



Go - Como vocês vêem a cena hardcore no Canadá hoje?

Andrew: Tem algumas boas bandas como Cancerbats, Fucked Up, Grave Maker, etc. É legal ver novas bandas aparecerem, mas parece que tem um monte de bandas entrando na mesma onda ultimamente. Talvez eu esteja por fora. Os Shows são muito legais entretanto. Nós estamos tentando planejar uma grande turnê cruzando o Canadá bem antes da nossa turnê Sul Americana. Esperamos que dê certo!



Go - Nesse momento vocês estão em tour, e o Comeback Kid faz muitos shows fora de casa. Como é viajar pelo mundo tocando?

Andrew: Nós nos sentimos bem sortudos por estarmos na posição que estamos, aonde podemos tocar em muitos Países em volta do mundo. Esse tem sido nosso sonho desde o primeiro dia e finalmente estamos realizando-o. Tocar em lugares que bandas não vão com freqüência. Eu posso ver o mundo todo se abrindo pra bandas fazerem tours em um futuro próximo e é empolgante pensar nas possibilidades de quão longe a música de alguém pode chegar. A gente tem tido oportunidade de conhecer muitos amigos novos e experimentado diferentes culturas, e isso é tudo que poderíamos pedir.










Go - Qual foi o lugar que vocês mais gostaram de tocar? Porque?

Andrew: Eu gosto de diferentes lugares por diferentes razões. Alguns deles são Jacarta, Indonésia. Tókio. San Jose, Costa Rica. Sul da Califórnia, Winnipeg, Canadá. Leipzig, Alemanha, etc.



Go - Fora do Comeback Kid, o que fazem da vida?

Andrew: Sair com amigos, escrever músicas, tocar com minha outra banda Sights & Sounds, ir em shows, ir em festas, assistir filmes, as típicas coisas.



Go - O que andam escutando ultimamente?

Andrew: Ultimamente tem sido Twilight Singers, Gutter Twins, Mew, Blacklisted, Constantines, Adrian Mottram, etc.









Go - Desde os primeiros trabalhos, algumas mudanças foram acontecendo na formação do Comeback Kid. Na opinião de vocês, quais os resultados diretos e indiretos disso na banda?

Andrew: Bom, 3 de nós (Jeremy, Kyle e eu) estamos na banda desde o começo e temos feito a maioria das composições das músicas, então isso não tem realmente mudado muito. A grande mudança foi quando nosso velho vocalista Scott saiu e eu mudei de guitarra pro vocal. Essa transição foi mais tranqüila do que o esperado porque foi uma mudança um tanto quanto rápida. Ao longo de toda carreira da banda nós temos tido diferentes baixistas então estamos acostumados com isso agora. Quando eu me mudei pro vocal, nosso amigo Casey dominou a guitarra, e ele tem sido uma impressionante adição pro Comeback Kid. Com as mudanças eu acho que nós ficamos mais adaptáveis com situações complicadas.



Go - Quais são os próximos planos? Alguma previsão de material novo? CD, DVD?

Andrew: Nós temos um DVD chegando antes de seguirmos para a América do Sul. Nós planejamos fazer todos os grandes festivais da Europa esse verão (tocando em alguns festivais doidos com Judas Priest, Kiss, Motorhead! yeaaaahhh).
Eu devo contar pra vocês a história de quando eu perdi as roupas do Lemmy quando eu era o agilizador do show do Motorhead em Winnipeg, mas talvez uma outra hora. Eu nunca comprei tanta bebida pra uma banda em minha vida. Foi demais. Mas então, nós estamos fazendo festivais na Europa e fazendo turnê com Shai Hulud e Crime In Stereo. Eu estou gravando um full length com minha outra banda Sights & Sounds, depois disso o Comeback Kid entra na estrada, a gente faz uma tour no Canadá e então iremos pra América do Sul. Vai ser um ano bem ocupado.



Go - Contem um grande momento da banda.

Andrew: Grandes momentos parecem continuar chegando. Tem novas oportunidades que continuam aparecendo e nos deixando empolgados. Pra mim, fazer turnê com Madball e Sick Of It All foi uma grande conquista. Eu sempre amei muito essas bandas. Esse ano, como eu disse, nós tivemos oportunidades de ir pra lugares bem legais que nós não estivemos antes, então tem sido realmente legal. Minha vida tem sido muito legal ultimamente. (risos)





Go - Bom. Muito obrigado rapazeada! É isso. Nos vemos em Novembro. Deixem um recado para os leitores e até lá.

Andrew: Brasil! Nós não vemos a hora de chegar ai e tocar pra vocês! É um dos meus países favoritos e nós estamos muito empolgados com isso faz bastante tempo. Eu espero que os shows sejam loucos!
Obrigado!



1 de novembro de 2008

A HISTÓRIA E O CAMINHO: PRELUDIO

Inicia-se agora a vida do quadro "A História e o Caminho".
Nomeado em homenagem a inesquecível banda curitibana A-ok, a intenção do quadro é apresentar a estrada de bandas que estão dando a cara ao tapa no cenário musical independente, aproveitando tudo o que ele tem de bom e ruim.

Preludio, banda de hardcore de Guarulhos-SP faz a preza e abre A Hitória e o Caminho, mostrando o seu próprio.



O Preludio nasceu de um momento de mudanças. A banda chamava-se OK-48, e já tocava a aproximadamente 6 anos quando uma mudança de integrantes iniciou uma nova história.
Hoje, faz mais de 2 anos que tudo isso aconteceu e a banda segue em frente à toda velocidade, com muita fome de ação, fazendo música sincera e verdadeira. Seguindo o coração sempre, nos shows, nos ensaios, nas composições e nos novos horizontes que surgem como fruto da dedicação de cada um da banda.

"Existem várias coisas que vivemos ultimamente. Uma das principais é a famosa onda de estilos que contamina tudo com gente se pintando ou fazendo "isso e aquilo" sem saber qual é a origem e o que representa cada coisa. Ao mesmo tempo tem a questão humana, quando eu ou você passamos na rua e fingimos não ver pessoas jogadas como animais, comendo os restos. Enfim, tudo isso interfere em nossas personalidades, e é justamente isso o que passamos em cima do palco. Nós mesmos."



No meio independente há um contraste alto entre os pontos positivos e negativos; Existe uma relativa facilidade para se formar uma banda hoje, isso acarreta em um congestionamento de bandas, em sua maioria iguais. Muita gente procurando pela mesma porta aberta e muita gente má intencionada se aproveitando disso. Falar mal do cenário independente hoje é muito fácil, mas ao invés disso, o Preludio prefere fazer algo a respeito daquilo que acredita, porque há também aqueles que tem de fato algo a dizer e lutam por isso como eles, passando por cima das discriminações e dificuldades, buscando um caminho estreito mas verdadeiro para se seguir.





"No mais, em nossa estrada acontecem alguns shows memoráveis, outros péssimos, e temos sempre que ter em mente que acima de tudo isso, o que vale são as amizades e a diversão conquistada no percurso. É o principal e é com isso que nos preocupamos mais na verdade. Como diria o Overlife Inc: “Somos a mudança que queremos no mundo”. Cultivamos nossa união e construímos uma família cada vez maior e mais forte a cada show.
É o tipo de coisa que não se vê mais, a irmandade banda-banda, banda-público e principalmente público-público."

O Preludio possui uma demo, lançada em 2006. De lá até aqui o trabalho foi de aperfeiçoamento, muito ensaio e vários shows. Finalmente a banda sentiu que era a hora exata para gravar um CD full-lenght, pois com a confiança e vontade acumulada, acredita que a gravação não constará apenas como registro, mas também como uma explosão de tudo o que estava guardado esse tempo todo.

O primeiro objetivo é finalizar esse CD. A partir daí sim, o Preludio parte com tudo para a divulgação; "Estamos correndo atrás de todo material gráfico para o CD e para as camisetas e adesivos. Pretendemos fazer o lançamento, muitos shows por aí, mas o que vale ser ressaltado é que o nosso “trabalho” sempre busca agregar algo de diferente, ir além do óbvio. Nosso objetivo é botar o dedo na ferida."



Para ouvir: www.myspace.com/preludiorock
Para ver: www.fotolog.com/preludiorock
Para falar: preludiocontatorock@gmail.com